Qualquer coisa que eu queira


Sirrr

Ele não gosta de rock. Não fala português claro e me apelida por que meu nome é difícil demais para pronunciar. Faz-me rir e melhor, me desafia.

 

À primeira vista eu tomava sorvete e ele tinha 25. Nada me interessava, muito menos as mentiras tão sinceras que a inocência me escondia.

 

Quando ele sorri desarmado, limitado e impotente, para todas as minhas dúvidas, inconstâncias e chatices, eu sei que é daquele sorriso que minha alma precisava.

 

Ele consegue tudo de mim, que eu esqueça até da minha louca vida. O dia inteiro desejo que ele apareça para me dar vida, e que ele desapareça para me dar ar. 

 

Ele fala tanto que eu acabei sonhando com os nossos gêmeos.

 

Ele me ensinou que a vida pode ser simples, e tão boa.

 

E eu quero parar de desejar tanto, mas a bendita mania de romantizar ainda vive.

 



Escrito por Fefy às 23h32
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